Ar-condicionado como aliado no controle de disseminação de doenças

Executivo elenca fatores para melhoria contínua de processos, alinhados à estratégia global

 

São Paulo, 19 de fevereiro de 2021 – A pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2) trouxe à tona questionamentos sobre o uso de ar-condicionado, relacionados aos riscos de disseminação de doenças respiratórias. O uso de equipamentos de refrigeração requer alguns cuidados que, se observados, podem, inclusive, contribuir para a boa qualidade do ar em ambientes fechados. O engenheiro de aplicação da Trane e especialista em climatização e refrigeração, Rafael Dutra, elenca algumas medidas a serem tomadas.

 

Ajuste do fluxo de ar para maior captação externa 

Ajustar o fluxo de ar para captar mais ar externo, renova o ar contribuindo para a redução de vírus no ambiente. “O sistema é mais exigido com reflexo no consumo de energia, mas num cenário crítico como o atual, esse aumento do custo compensa ", explica Dutra.

 

Projeção do fluxo de ar  

Outro cuidado importante é projetar corretamente o fluxo de ar, que é o caminho que o ar percorre internamente. O fluxo correto garante a eficiência do sistema. Para isso, é preciso que a difusão de ar nos ambientes seja avaliada por um projetista capacitado de modo que o fluxo do ar seja no sentido limpo para o que ainda não foi tratado. Também é fundamental o embasamento em normas regulatórias e nas recomendações mais recentes divulgadas pela ASHRAE e ANVISA.

 

Ajuste de umidade

A excessiva variação de temperatura e umidade ou sua manutenção em níveis altos ou baixos demais pode ser prejudiciais à saúde. Ambientes com umidade abaixo de 40% ou acima de 60% provocam redução na capacidade de resposta imunológica dos indivíduos. Como nos sistemas de ar-condicionado não há temperatura pré-estabelecida para os diferentes ambientes, este controle é importante para garantir a qualidade do ar interno, evitando a proliferação de fungos. Para avaliar os níveis adequados e fazer as modificações necessárias no sistema de ar-condicionado é necessário um especialista.

 

Implementação da tecnologia PHI

A foto hidro ionização elimina microrganismos patogênicos, tanto em suspensão no ar, quanto nas superfícies do ambiente. O processo libera peróxido de hidrogênio (H2O2), íons hidroxila (OH-) e íons superóxido (O2-), elementos com alto potencial oxidante que podem eliminar bactérias, vírus, fungos e odores. Esse é o mesmo processo que ocorre na natureza e resulta na variação da concentração de peróxido de hidrogênio livre nas camadas inferiores da atmosfera, que vai de 0 ppb (partes por bilhão), à noite, a 20 ppb em dias ensolarados. Além da ação germicida direta da lâmpada UV, que é a força ativa da tecnologia PHI, o peróxido de hidrogênio e os íons gerados, difundidos no ar, eliminam os microrganismos. A foto hidro ionização (PHI) pode ser feita antes da instalação dos aparelhos ou nos equipamentos ou dutos dos sistemas de climatização existentes.

 

Manter portas e janelas abertas 

Um dos maiores desafios, segundo Dutra, é manter o ambiente totalmente fechado. "Mesmo com um sistema de ar altamente eficiente, é fundamental ter uma saída para o ar interno. Isso proporciona renovação constante do ar, tornando o ambiente mais seguro”, completa.